quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

17/02/2011

Sabem aquela relação de dependência e confiança despreocupada da criança com seus pais, que tudo provém? Esta é a relação que quero ter com o meu Deus.
Ao crescermos, vamos perdendo a inocência e começamos a querer controlar as coisas. É nosso ego nascendo e tomando forma. Começamos a duvidar dos nossos pais, criamos expectativas.
Quando colocamos as responsabilidades sobre os nossos ombros, os problemas começam.
Assim que declaramos a independência, a separação acontece e a ligação que nos tornava tão livres se dissolve.
Lentamente perdemos a conexão também com os outros seres humanos, com o mundo vegetal, animal, com tudo. Finalmente estamos sozinhos, se achando super auto suficientes, tomando uma taça de vinho em total isolamento. Não é uma situação deplorável?
Seria tão bom se conseguissemos lembrar como nos sentíamos quando eramos pequenos, a total entrega e confiança, a certeza de que será cuidado e de que nada é impossível.
Eu estou neste caminho e posso dizer que não é fácil. Queremos sempre estar no controle, nos achamos tão importantes.
Neste caminho precisamos encontrar algumas qualidades que vão nos ajudar a chegar lá. A primeira é a humildade. Quem somos nós perante o universo? Nada sabemos. Somos como bebês de colo.
Precisamos também da confiança, da gratidão, da devoção.
É um caminho de volta. Retorno à nossa real natureza. E este fato pode disparar algumas resistências. No entanto posso dizer que é um caminho bem interessante. Cheio de surpresas e descobertas. Um caminho que não tem fim. Uma jornada de crescimento e expansão de consciência. 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

13/02/2011

Qual a qualidade do seu Deus?
Qual a qualidade do meu Deus, o Deus que criei dentro de mim?
O meu Deus não é exclusivista, nem parcial como o da minha igreja. No entanto, descobri que  o meu Deus é distante, quase não posso vê-lo. Eu o  divido com a humanidade. Portanto me sinto mal em pedir, afinal tem tanta gente passando necessidade, sofrendo de doenças terríveis, sentindo tanta dor maior que a minha.
O meu Deus não faz milagres para mim, pelo menos não visíveis. ele enche minha vida de graça, sim. Eu sei que Ele está lá operando. Mas Ele não fala comigo nem enche meu coração de amor.
Minto, às vezes Ele se revela desta forma, raras vezes, mas minha mente não aceita. Existe um conflito.
O que eu preciso para criar um Deus com esta ligação íntima que desejo? Graça. Nossa mente nada pode.
Continua....

domingo, 6 de fevereiro de 2011

7/2/2011

Tudo o que escrevo aqui é um estado de espírito. É a minha verdade e não a sua. E a minha verdade hoje pode não ser a minha verdade amanhã. Nao tem nada de errado nisso. Tudo é movimento, nada é permanente. O próprio universo é assim.

6/2/2011

Temos tanta inveja dentro de nós....a inveja nos faz pensar mais ou menos assim: Ah, ela é linda, mas veja como ela come de boca aberta. Ou: Nossa, ela tem um talento, mas veja que marido terrível que ela tem....ou ele é tão espiritualizado, tão evoluído, mas é um bicho-grilo joão ninguém. E por aí vai....Temos muita imaginação para isso.
Nossa ânsia por significância, para sermos alguém e mais importantes que os outros é o que nos faz pensar assim. Precisamos ser notados senão consideramos o outro mal-educado, arrogante, insensível, you name it!
Não podemos aceitar a nossa insignificância...é tão dolorido. Nosso ego precisa dela.
Mas o que é o ego? Nada mais que um conceito criado pela mente....Então você é nada????? Exatamente.
Então se você é nada, o outro também é nada? Sim. Onde fica então nossa necessidade de comparação? 

6/2/2011

Neste mundo em que vivemos existe uma outra dimensão. Um mundo onde milagres acontecem.
Para acessar este mundo precisamos nos libertar de sentimentos tais como raiva, medo, inveja, apegos em geral, enfim sentimentos que pertencem a este mundo de dor e sofrimento. Não é fácil, mas não é impossível.
E qual é o caminho para se livrar deles? Por incrível que pareça é sentí-los profunda e intensamente. Se você tiver raiva, por exemplo, sinta esta raiva. Não a negue. Não fuja dela. Diga, sim, eu tenho raiva e comece a sentí-la. Às vezes urrar ou socar o travesseiro pode ser uma fuga, mas se você quiser, pode esfaquear a sua vítima, no pensamento é claro. E, quando se sentir um monstro e totalmente impotente peça ajuda do Divino. É assim....o resto deixa para Ele.